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  » Produção em Minas cai 1,4% no 1º trimestre
 

» Produção em Minas cai 1,4% no 1º trimestre

"O primeiro trimestre é sempre um período de preparação e estes indicadores, com variações negativas tão pequenas, não têm muita relevância. A economia mundial está em recessão e Minas Gerais não está isenta. O governo federal absorveu o discurso da indústria nacional e a tendência para o ano é de melhora destes números", avalia o presidente da Fiemg.

 

Conforme a pesquisa do IBGE, no intervalo de janeiro a março, o pior desempenho em termos de produção foi o do setor de metalurgia básica, com queda de 10% em relação ao mesmo período de 2011. Na mesma base de comparação, o segmento automotivo e a indústria extrativa mineral registraram reduções de 4,7% e 4,4%, respectivamente.

 

Por outro lado, a indústria de produtos de metal apresentou expansão de 16,5% ante o primeiro trimestre de 2011, enquanto os setores de produtos químicos, minerais não metálicos e alimentos cresceram 10,7%, 7% e 3%, nesta ordem.

 

Apenas em março, a produção industrial recuou 0,7% no Estado em relação a fevereiro, o que corresponde a uma queda 0,2 ponto percentual acima da retração média verificada no país. A redução também é observada no acumulado dos últimos 12 meses, com diminuição de 1,1%, mesmo resultado registrado no Brasil.

 

Embora alguns segmentos industriais tenham sido beneficiados pelo pacote de estímulos do governo federal, Machado Junior acredita que, somente após uma redução da carga tributária, a indústria mineira e nacional poderá mostrar números mais robustos.

 

De uma maneira geral, as medidas já anunciadas pelo Palácio do Planalto para incrementar o setor produtivo nacional incluem a ampliação da desoneração da folha de pagamento, o aumento da oferta de crédito para a indústria e ações de defesa comercial, para desestimular as importações, principalmente as predatórias.

 

O pacote de ajuda ao setor produtivo, chamado de "Plano Brasil Maior", soma R$ 60,4 bilhões e uma das principais medidas foi a inclusão de 11 segmentos na lista daqueles que não mais recolherão a contribuição patronal do INSS sobre a folha salarial, que é de 20%, e passarão a pagar um novo tributo sobre o faturamento, o que resultará em menor carga tributária.

 

O governo estima que abrirá mão de arrecadar R$ 7,2 bilhões por ano com o fim da cobrança sobre a folha, o que vai ser parcialmente compensado com os R$ 2,3 bilhões que as empresas pagarão sobre o faturamento. Para o setor automotivo, o governo também anunciou regras do novo regime do segmento, que estimulará as montadoras a investir em pesquisa e desenvolvimento.

Fonte: LEONARDO FRANCIA. DC


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